Os brasileiros que vivem em Portugal sabem muito bem que o excesso dos “brasucas” por aqui muitas vezes é visto com estranheza pelos portugueses e, consequentemente, geram estereótipos e preconceitos.
Apesar de eu ter um círculo de amigos portugueses enorme e de me sentir super bem aceito e familiarizado em Portugal é natural ver pessoas a “torcer o nariz” quando ouvem alguém a falar com o sotaque brasileiro.
Não tiro a razão de alguns portugueses que já tiveram problemas com os brasileiros no que toca desde a violência até a prostituição, mas sabe-se bem que em um povo – qualquer que seja – há sempre os bons e os que não valem nada.
Hoje fiquei especialmente triste ao ver a capa da revista “Focus” desta semana. Uma revista de grande circulação em Portugal e que se deu ao trabalho de fazer uma reportagem de capa tão baixa e de pouco conteúdo!

“O Segredo da Mulher Brasileira:
2216 casamentos com portugueses só em 2009.
Os 10 mandamentos que usam para seduzir os homens”
2216 casamentos com portugueses só em 2009.
Os 10 mandamentos que usam para seduzir os homens”
Pensei em mil e uma coisas para dizer, extravasar aqui a minha irritação ao ver esta capa e xingar umas quantos “jornalistas” que não pensam em pessoas que, assim como eu, têm cá família, amigas e mãe, mas não! Optei por copiar na íntegra o comentário do brasileiro Gustavo Jaime através do Facebook sobre a referida capa da revista:
“Lá vamos nós em mais uma polémica. Vou carregar os argumentos, vestir-me de calma, esvaziar qualquer intolerância e... quer saber, nem vou dar liga a essas coisas. As pessoas que, infelizmente, alimentam o preconceito com base nesses estereótipos levianos são tão ínfimas e ridículas que merecem um ponto final.”
Nada a acrescentar!
“Lá vamos nós em mais uma polémica. Vou carregar os argumentos, vestir-me de calma, esvaziar qualquer intolerância e... quer saber, nem vou dar liga a essas coisas. As pessoas que, infelizmente, alimentam o preconceito com base nesses estereótipos levianos são tão ínfimas e ridículas que merecem um ponto final.”
Nada a acrescentar!

