Há umas semanas, umas colegas portuguesas me procuraram dizendo que queriam me fazer uma proposta. E elas vieram de grupo, umas seis ou sete, que era mesmo para persuadir e não haver hipótese de que eu dissesse não.
Elas fazem uma matéria [cadeira] chamada “Tecnologias da Imagem e do Som” e a avaliação final é uma curta-metragem. A proposta delas: ser eu o actor do filme.
Mas não é qualquer actor. É o protagonista da trama. Aliás, de acordo com elas o roteiro foi escrito para que eu fosse o actor do filme. Até achei graça quando me disseram isso, mas quando li o roteiro foi que percebi que era mesmo verdade.
O filme conta a história de um brasileiro que vem estudar na Universidade Nova de Lisboa e vê, na faculdade, um assassino procurado. A trama se desenrola na tentativa do brasuca em denunciar a presença do dito cujo as autoridades da faculdade.
A grande sátira é o enorme processo burocrático que existe em todos os departamentos da nossa faculdade e claro, aquele jogo de empurra-empurra do “não é nesse departamento, tente no outro”.
O facto de através do filme poder criticar esse problema da nossa faculdade, e de milhares de outras faculdade do mundo todo, somado com a qualidade do roteiro, a organização da equipe e a “muguegada” me pedindo encarecidamente me fizeram aceitar o papel (no esquema voluntariado).
Começamos a gravar em um ritmo frenético e para dizer a verdade é muito mais cansativo do que imaginava. Mas está sendo muito bacana o processo todo e entrosamento com os portugueses.
Na foto, eu (com a roupa do personagem) e o Zé (o assassino) durante a gravação de uma cena
Nádia, eu e Susana testando a luz e o som

Mané (sim, esse é o nome dela) cuidando do audio
Então é isso. Aguardem que assim que o filme ficar pronto vou ver se consigo colocar no youtube e disponibilizar aqui para vocês!