O dia que fui parar no show da “Tati Quebra Barraco”

domingo, 12 de abril de 2009

Fim-de-semana de Páscoa. Uns amigos foram viajar, outros foram para as cidades dos pais e os estrangeiros foram passar as férias nos seus países. Bem, já o brasileiro que vos fala, na tentativa de juntar uma grana para a próxima viagem, resolveu ficar mesmo por Lisboa. Ou seja, seria uma Páscoa daquelas, mesmo dentro de casa.
Seria!
Era sábado a noite, sem planos nenhum. Eu ali já todo empacotado no sofá com o portátil no colo, usando a net. E o celular (telemóvel) da minha mãe toca. Era uma amiga dela. Uma portuguesa, dos seus 30 anos, bonita, divorciada e para minha surpresa pediu para falar comigo:
“Oi Netto, tô a ligar porque tô sozinha com uma amiga em Lisboa e nós queríamos sair, mas estamos sem companhia. A minha amiga é brasileira e queria que eu chamasse alguém para ir connosco e lembrei de você. Já tem algo programado para hoje?”
A meia-noite, a Paula [a portuguesa] e sua amiga Kamila [a brasileira] passaram aqui para me pegar. “E então onde vamos?”
Docas? Bairro Alto? Alguma disco?
Foi então que a Paula manifestou o interesse de ir em alguma disco brasileira, porque, de acordo com ela, estava com dois brasileiros e nada mais convencional do que ouvirmos e dançar música brasileira.
Eis que então resolvemos ir para o “Cenoura do Rio” [momento de muita tensão]. Não que o lugar seja ruim, mas sabe aqueles lugares onde sempre acontecem confusões e a polícia sempre tem que estar na porta no fim da festa? Então, é isso! Mas já que eu era convidado, topei!
Pagamos para entrar e como achamos o ingresso com o valor mais alto que o normal, perguntamos o motivo e o segurança respondeu:
“Ué, porque hoje quem canta aqui é a Tati Quebra Barraco” [momento de muita tensão 2]



Desculpa a quem gosta, mas não gosto de funk. Muito menos os que saem da boca da Tati barraqueira.
Dançamos alguns forrózitos, uns pagodinhos, reggae, essas coisas brasileiras. E as duas e meia da manhã eis que ela chega cantando alguns clássicos da música popular brasileira:
“69, frango assado…”
“Fama de putona só porque roubei seu macho…”
“Boladona, boladona…”
“Dako é bom…”

Dentre muitas outras coisas do género.
Mas como dizia o sábio ditado: Está no inferno, abraça o capeta! E o inferno durou pouco mais de uma hora com a madame Satã a cantar.
Mas, duas coisas salvaram minha noite. A primeira foi o fato de a cerveja estar bem gelada [apesar de custar 2,50€ o copo, cerca de R$ 7,50] e eu ter conseguido me manter bem “felizinho” a noite toda. A segunda é que a Kamila era definitivamente linda, muito bacana e eu fiquei ali a aproveitar a noite toda com ela.
Quanto a Paula, sim, se divertiu bastante.
Terminamos a noite num desses X-Salada e o mais importante, vivos!

2 COMEN TÁRIOS:

Belisa disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

faça-me rir neTTo!

terminaram a noite com x-salada?
tem pit dog aí em lisboa????

bjãozão
Belisa

Antônio de Freitas Netto disse...

aham... aqui existem poucos desses, mas sempre terminamos num desses, que aqui eles chamam de "Rulote"...
e qual o nome da barraquinha? Carioca da Gema...

será que o empreendimento é brasileiro? hã? hã? rsrsrsrs